HISTÓRIA DOS CRUZEIROS


Eles surgiram por pura necessidade de transporte. O S. S. Savannah, primeiro navio a vapor, começou a flutuar em 1819 e sua meta era cruzar o Atlântico e chegar a Liverpool. Ele não afundou no caminho e os passageiros pisaram felizes à terra dos Beatles 22 dias depois. Claro, depois do sucesso da viagem, a história virou moda e a linha de navegação britânica White Star Lines começou a construir uma frota de transatlânticos. O mais conhecido deles é o Titanic, mas o maior de todos os navios construídos pela companhia naquela época foi o Britannic. Ele não ficou muito famoso porque logo depois do seu lançamento, foi adaptado para servir como navio-hospital na primeira guerra mundial. Apesar da equipe da White Star Lines construir transatlânticos luxuosos e gigantescos, ela não deu muita sorte com a engenharia de seus navios e nem com as surpresas dos oceanos: O Titanic, como todo mundo já sabe, afundou em 1912, e o Britannic naufragou no Mediterrâneo quatro anos depois. 

 A ideia de transportar luxo e sofisticação pelos sete mares nasceu de uma necessidade econômica. Como os transatlânticos transportavam a alta classe da burguesia inglesa e americana, eles precisavam se encaixar no perfil exuberante das dondocas e dos dândis, fornecendo todos os serviços dignos de hotéis de luxo e paparicando a alta sociedade. Os restaurantes deslumbrantes, os salões e os quartos decorados com os melhores quadros, as madeiras mais finas, a mais bem feitas tapeçarias, os talheres em ouro e prata e os artigos de luxo que enfeitavam cada canto dos navios eram apenas detalhes na arquitetura e na decoração de um bom transatlântico

A VIAGEM QUE É A SUA CARA

Cruzeiros gastronômicos, universitários, cruzeiros de dança, dos solteiros, dos homossexuais, dos astronautas, cruzeiro dedicado aos mistérios da ciência (ancorado no triângulo das bermudas) e até um cruzeiro para os fãs da apple. Se você quer viajar pelos mares só com tripulantes do seu estilo, opções não vão faltar.

















A morada sagrada do luxo em alto mar, Oasis of the Seas. O gigantesco dos mares da Royal Caribbean International tem capacidade para 5400 pessoas, pesa 220000 toneladas e foi lançado ao oceano pela primeira vez em 2009. De tão grande, ele quase empacou no canal de Papenburg na Alemanha e foram necessários dois rebocadores para tirar ele de lá. São tantas salas e tantos compartimentos que dentro do navio as crianças devem brincar carregando uma espécie de pager. De tão compridos, os 16 andares foram divididos em bairros, no oitavo andar está o Central Park, composto por mais de 1000 espécies de plantas verdadeiras, foi tudo tão bem planejado que as cabines com vista para esse jardim custam mais que as cabines com vista para o mar.

É muita gente, mas o embarque é tranquilo! O terminal da Royal Caribbean no porto de Fort Lauderdale, pertinho de Miami, tem guichês o suficiente para organizar todos os passageiros. E os roteiros de sete dias incluem mais ou menos quatro paradas no Caribe, Cozumel, Falmouth, Labadee, St. Maarten, St. Thomas, e Costa Maya. Mas é fácil esquecer esses destinos se perdendo na enxurrada de atividades e nas centenas de atrações que o cruzeiro oferece.
Agora é só escolher sua tribo, descobrir que tipo de diversão que você procura e fazer as malas.

Comentários

  1. Sinto-me em viagem quando estou aqui. Grato pelos seus conhecimentos. A vida sempre nos ajuda na convivência, depois vem este resultado fantástico. A variedade de temas despertou a minha atenção. Quando vier ao Sul, diga algo.

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